O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, José Rivaldo da Silva, disse há pouco que os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) defendem que a companhia seja uma estatal forte, 100% pública.
Ele revelou preocupação com as mudanças estabelecidas pela Medida Provisória 532/11, que, entre outros dispositivos, define que a ECT permanece como empresa pública, mas com gestão similar à de sociedades anônimas. O texto, que tranca a pauta do Plenário, também autoriza a empresa operar no exterior, comprar empresas ou deter participação acionária em outras companhias, criar subsidiárias e operar serviços de logística integrada, financeiros e postais eletrônicos.
Segundo José Rivaldo, o governo está promovendo mudanças estruturais nos Correios sem discutir com os funcionários. “Queremos uma empresa moderna e lucrativa, mas não concordamos com o modelo adotado, que não ouve os trabalhadores”, afirmou. A opinião foi compartilhada pelo presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), Luiz Alberto Barreto, entidade que representa 6 mil empregados.
Os dirigentes participam de audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público sobre a estrutura organizacional da ECT.
"Agência Câmara de Notícias"