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6 de Junho de 2019 às 21:22

Secretaria de Mulheres realiza o 22º Encontro em Brasília

Créditos: FENTECT/ Heitor Lopes
FENTECT/ Heitor Lopes

“Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados (Simone de Beauvoir)”

A frase da escritora feminista francesa Simone de Beauvoir deu o tom do 22º Encontro de Mulheres da FENTECT. Lembrada também na fala da deputada Érika Kokay (PT-DF) presente na abertura realizada na noite do dia 05 de junho. Na mesa, a secretária de mulheres Amanda Corcino deu início aos trabalhos falando dos desafios de realizar o encontro em meio a diversas crises e da perseguição dos movimentos sociais que atingiu também os sindicatos e federações.

Além da PEC 873 que afetou diretamente os repasses para as entidades, a decisão da ECT de suspender as liberações dos membros dos sindicatos e das federações recaíram sobre o planejamento dos eventos da federação, no entanto 65 delegadas de todo o país participaram dos debates nos dois dias de encontro.

 

A culpa como forma de dominação das mulheres

A mesa inicial de abertura recebeu a Comissão da Secretaria de Mulheres responsável pela organização do 22º Encontro, além da presidenta do SINTECT-DF e atual secretária da pasta Amanda Corcino, o secretário geral José Rivaldo da Silva fez uma saudação desejando um encontro representativo para todas as participantes.

A deputada distrital Érika Kokay fez uma emocionante e contundente fala sobre a questão da mulher no trabalho e nos espaços de poder, a importância da garantia de direitos e os “melindres” das relações de gênero. Segundo Érika, a “culpa é a maior forma de dominação sofrida pelas mulheres”, se referindo à carga psicológica que faz com que as mulheres se sujeitem a papeis sociais considerados “naturalmente” femininos sem questionar.

Após a participação da deputada, a professora da UFMG Marisa Rosaria fez uma análise da atual conjuntura sob a perspectiva de gênero, expondo os principais ataques do atual governo contra as mulheres.

 

Previdência, privatização e feminicídio em debate

Os debates do segundo e último dia de encontro começaram com as palestras sobre questões relacionadas à Reforma da Previdência. Max Leno, diretor do Dieese, Marcela Azevedo do Movimento Mulheres em Luta e Marisa Rosaria, professora da UFMG  apresentaram dados, informações e interpretações sobre as consequências da reforma na vida das mulheres e das famílias brasileiras. O debate seguiu para o plenário, onde as trabalhadoras puderam compartilhar suas dúvidas e opiniões, além de encaminhar sugestões de mobilização. Um dos principais pontos levantados foi como utilizar o conhecimento compartilhado durante as discussões no dia a dia com os companheiros e nas reuniões setoriais, momentos de discussão das relações entre os sindicatos e os trabalhadores.

Outro tema discutido foi o impacto das privatizações e o projeto de desmonte do Estado e avanço neoliberal sobre os direitos da classe trabalhadora. As participantes observaram a relação entre a precarização dos serviços públicos e o aumento a violência contra as mulheres, a desigualdade social e a falta de segurança.

O feminicídio foi outro ponto que gerou muita participação. As participantes aproveitaram para compartilhar relatos que emocionaram a todas e evidenciaram o quanto a luta por uma vida digna ainda é a realidade de muitas mulheres brasileiras.

 

Pauta de reivindicações

O fim da tarde foi o momento de sistematização da pauta de reivindicações. As trabalhadoras puderam expor situações e sugerir propostas de texto para o Acordo Coletivo, construindo uma pauta muito representativa com a participação de delegações de todo o Brasil.

As trabalhadoras voltam para seus estados com o desafio de manter a luta das mulheres na agenda de seus sindicatos. Para Amanda Corcino, secretária de mulheres da FENTECT as mulheres ecetistas fizeram um debate de alto nível e saem fortalecidas mesmo com a atual conjuntura que impôs tantas dificuldades para a organização. Amanda também convocou novamente para “construir a greve geral e mobilizar para uma campanha salarial vitoriosa”.


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