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8 de Maio de 2018 às 13:46

Fechamento de agências pede reação da categoria na luta contra demissões e a privatização

FENTECT solicita reunião com representantes da empresa sobre o vazamento de informações à mídia. População pode ficar sem atendimento e os trabalhadores sem emprego, segundo presidente dos Correios

Novamente, a mídia divulgou o que a direção dos Correios não tem coragem de debater abertamente com os próprios trabalhadores e com a sociedade. Em um ato dito discricionário (que tem como significado, no próprio dicionário, arbitrário, ilimitado, relativo à discrição), o novo presidente da estatal, Carlos Fortner - aliado de Guilherme Campos, amigo de partido, o PSD -, confirmou a possibilidade de fechar até mais de 500 agências próprias, em todo o Brasil, e demitir mais de 5 mil funcionários. Ele normaliza a situação e ainda destaca que a medida, totalmente cruel com a sociedade e os empregados, visa modernizar e atualizar os Correios.

Para a FENTECT e os sindicatos filiados, essa é mais uma proposta de desmantelamento dos Correios como empresa pública. Trata-se do sucateamento proposital da empresa, que tem feito decair a qualidade dos serviços, gerando a insatisfação dos clientes, agregada à violência contra os trabalhadores, que estão sendo acusados e ridicularizados, tanto nas redes sociais, quanto nas ruas.

O que a direção dos Correios quer é substituir as agências próprias por franqueadas, o que impacta negativamente a população. Além das últimas reestruturações bilionárias, realizadas em menos de um ano, um novo estudo está sendo feito com o intuito, apenas, de terceirizar, vender a estatal, que é do povo, para terceiros, e privatizar. Assim, não haverá também o subsídio cruzado, que faz com que a empresa se mantenha financeiramente a nível internacional, e complementa áreas que não dão muito lucro, relativamente.

Dessa maneira, muitas populações serão prejudicadas, principalmente nas periferias, já que as empresas privadas que assumirem o papel dos Correios não terão como foco as áreas menos favorecidas do país. Além disso, os preços dos serviços tendem a subir ainda mais com a privatização, tornando o acesso dificultado e a escolha ainda mais limitada aos interesses dos empresários.

Crise patrocinada

Apostando em um déficit duvidoso, os Correios aceleram os cortes, retirando direitos dos trabalhadores e ameaçando a categoria com demissões. Uma empresa sempre tida como pública e eficiente, agora, justifica uma suposta crise financeira com a entrega do patrimônio e o desfalque interno, enquanto deveria apostar nos próprios trabalhadores, realizando mais concursos, contratações e investimentos na capacidade de atender a sociedade.

A prova de que os problemas não são tão reais quanto a ECT alega está na falta de transparência com a sociedade; também comprovada pelos órgãos de fiscalização, que reafirmam as dificuldades da gestão da estatal; no processo continuado de contratações exorbitantes dos Correios, com altos cargos e salários, e na política de patrocínios, inclusive a esportes pouco ou nada populares no Brasil.

Vai ter luta sim!

Para buscar soluções, ainda que mais enérgicas, para frear as medidas da ECT, a FENTECT já entrou em contato com a direção dos Correios para uma reunião, ainda esta semana. A categoria vai lutar pela valorização dos trabalhadores dos Correios e a manutenção dos serviços no território brasileiro, com efetiva qualidade.

Todos os setores, operacional e administrativo, precisam estar envolvidos no processo de defesa dos direitos. Os trabalhadores devem se unir para que mais benefícios, como o plano de saúde, não sejam duramente atacados. O prenúncio da direção da empresa já antecipa a luta da campanha salarial deste ano contra a privatização da estatal, o sucateamento e o esvaziamento dos Correios no Brasil.


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