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11 de Julho de 2018 às 18:25

Acordo coletivo de trabalho volta a ser discutido entre Correios e comando de negociações

Após uma pausa nas tratativas, os sindicatos dos trabalhadores dos Correios e os representantes da empresa voltaram a discutir o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) na manhã desta quarta-feira (11). A cúpula da ECT se reuniu internamente na terça-feira (10), o que motivou a suspensão da reunião nesse dia.

No início da reunião de hoje, a FENTECT solicitou formalmente à direção dos Correios alguns documentos referentes a repasses financeiros ao plano de saúde, entre outros dados. O objetivo do pedido foi embasar a luta do Comando de Negociações, para que a empresa não retire direitos importantes se valendo de números desconhecidos para a categoria.

Quanto aos pontos pendentes previstos para renegociação estavam os tópicos de Disposições Gerais, que já haviam sido tratados na reunião realizada em 21 de junho.

Apesar da última terça-feira ser o dia reservado para a empresa se organizar quanto aos pontos pendentes, parece que o prazo não foi suficiente. Os representantes da ECT não voltaram à mesa de negociações com propostas realmente convincentes.

Correios querem economizar, mas não sabem onde

A proposta mais polêmica ficou por conta do método de leitura do ponto dos servidores. A direção dos Correios sugeriu a implantação de um ponto eletrônico, porém, sem a emissão de bilhetes. Isso contraria a lei que dispõe sobre a instalação de ponto eletrônico. Segundo a empresa, o custo anual somente com o reabastecimento de bobinas de papel que os equipamentos utilizam gira em torno de R$ 500 mil.

A posição da FENTECT foi pela manutenção do ponto manual, evitando gastos com compras e manutenção de máquinas, além de gastos com papel utilizado na emissão de comprovantes. Para os representantes dos trabalhadores, o ideal é investir esses possíveis valores na melhoria das condições de trabalho e na capacitação de servidores, visando otimizar os gastos.

Com o impasse no debate, o assunto não teve acordo, pois, além de alterar a forma de registro de ponto, ainda propõe a aceitação do banco de horas. O comando de negociação defendeu a continuidade do modelo atual, não significando isso retrocesso tecnológico, mas o direcionamento dos investimentos para áreas mais necessitadas.

Também não houve avanços quanto à consignação em folha. As partes pediram mais tempo para rever esse assunto e tratá-lo em outras reuniões, já que pode trazer grandes transtornos para os empregados quanto à utilização da margem consignável.

A reunião também debateu questões como realização de concurso público, cursos e reuniões obrigatórias, direito à ampla defesa, multas de trânsito e qualificação do condutor de veículos, participação em lucros e resultados (PLR) e indenização por morte ou invalidez. Porém, não houve consenso entre empresa e trabalhadores.

Cláusulas extras

A ECT se calou também diante das cláusulas extras apresentadas pela FENTECT, não trazendo novidades sobre elas. Os pontos apresentados são:  garantia da não privatização da ECT, direito à comunicação, segurança no trabalho, plano de carreira/cargos e salários, o funcionamento do Postalis, da Arco, auditoria de contas da ECT e abono em dias de paralisação.

Até sexta-feira (13), outras cláusulas estão em pauta: Questões Econômicas e Plano de Saúde.

Comando reforça a necessidade da participação dos servidores

O Comando de negociação ressalta que é essencial o acompanhamento das informações divulgadas pelos canais oficiais da FENTECT. Além disso, pede para que os trabalhadores se mobilizem, comparecendo à assembleias, com voz ativa no processo de conquista de direitos.

 


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