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11 de Setembro de 2017 às 15:34

A verdade não contada sobre as privatizações

Privatizar uma empresa pública gera algum benefício para a população, como a grande imprensa golpista tenta passar? A resposta é não! Absolutamente. Só aumenta a corrupção, a concentração de riqueza, a desigualdade social e a exploração. Veja, abaixo, 10 razões pelas quais devemos lutar contra as privatizações.

1 - Aumentos das tarifas. A população passa a pagar muito mais pelos serviços. As tarifas são cobradas como se fossem impostos e não há como deixar de consumir água, luz, serviços de correios etc. É o reino da “corrupção legalizada”, isso porque o capital só visa o lucro, causando grandes prejuízos ao bolso do trabalhador que, cada vez mais, ganha apenas para sobreviver.

2 – Doação do patrimônio público. Os grandes empresários têm comprado as empresas públicas por um preço bem abaixo do que realmente valem, entre 1% a 20% do valor de mercado. A Eletrobrás, por exemplo, está sendo cotada no mercado financeiro por R$ 30 bilhões, mas especialistas dizem que ela vale pelo menos R$ 370 bilhões.

3 – Transferência do lucro às matrizes no exterior. Ao invés de ser investida no Brasil, essa divisão está na base da movimentação da economia dos países capitalistas desenvolvidos, que vivem da exploração das semicolônias dos países atrasados.

4 - Queda na qualidade do serviço público. Por não investir o lucro na melhoria da qualidade, o serviço, além de caro, se torna ruim e ultrapassado, muito aquém das necessidades da população. Não há investimentos em infraestrutura e na ampliação do serviço, que hoje se encontra à beira de colapsar.

5 – Aumento da taxa de desemprego. As privatizações sempre têm levado a demissões em massa dos trabalhadores concursados. No caso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por exemplo, de 45 mil trabalhadores concursados, sobraram apenas oito mil celetistas e 20 mil terceirizados. Essa política foi reproduzida em todos os demais casos.

6 - Aumento do número de acidentes, doenças e mortes, visto que os empregados terceirizados são os que mais sofrem acidentes de trabalho.

7 – Aumento da exploração da mão de obra do trabalhador, que acumula mais serviço, ganhando menos, enquanto os empresários ficam cada vez mais ricos.

8 – Gestão da máquina pública em favor da corrupção. A privatização dos bancos públicos levou a que hoje quase metade do Orçamento Federal tenha como destino o pagamento de juros da dívida pública à bancos privados.

9 - “Reino” das propinas. Uma parte dos lucros tem como destino a manutenção do pagamento de propina aos grupos políticos a troco de manterem leis de seu interesse, aprovadas no Congresso Nacional.

10 – O serviço público deixa de cumprir o seu papel social. Os serviços públicos devem cumprir um papel social, visto que a Constituição Federal de 1988 garante aos indivíduos vários direitos fundamentais como saúde, educação, trabalho, transporte, alimentação, etc. São esses direitos individuais e coletivos que dão aos brasileiros condições de vida, desde que sejam acessíveis a todos.

Aí mora o problema. O capitalismo vive do lucro e da exploração. Como manter o papel social de um serviço público após privatizá-lo? Impossível. O objetivo das privatizações não é cumprir um “papel social”, mas gerar lucros a qualquer custo para um punhado de parasitas.

A privatização dos Correios levaria a um verdadeiro massacre dos trabalhadores, principalmente quando o “filé mignon”, as encomendas e as Agências comerciais forem apropriadas pela DHL, FEDEX e outras. Simplesmente aplicando os métodos de organização da produção, de automação industrial e logísticas, e levando em conta o que fizeram nos Estados Unidos, em Portugal, na Inglaterra e na Argentina, entre outros, não é difícil de deduzir que a maioria dos trabalhadores atuais serão demitidos e os poucos que sobrarem serão fortemente atacados, perdendo todos os direitos, além da precarização generalizada das condições de trabalho.

NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES! PRIVATIZAÇÃO É DEMISSÃO!

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES DA CIDADE E DO CAMPO!


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