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8 de Junho de 2019 às 12:09

35º Conrep – Participantes debatem previdência e privatização

Créditos: FENTECT/ Heitor Lopes
Delegados e delegadas aprovaram a participação da categoria na Greve Geral
FENTECT/ Heitor Lopes

O primeiro dia do 35º Conselho de Representantes da FENTECT foi marcado pelos debates sobre a Reforma da Previdência e a privatização dos Correios. Os participantes receberam o presidente da CUT-DF, Rodrigo Britto, que fez uma saudação lembrando a importância da categoria ecetista na construção da luta da classe trabalhadora. Além dele, Bruno Moretti, economista e técnico da Liderança do PT no Senado e Marcela Azevedo, do Movimento Mulheres em Luta  participaram da mesa que debateu as consequências da Reforma da Previdência.

Bruno expôs as fragilidades do discurso de defesa da Reforma, principalmente no que diz respeito à responsabilidade fiscal, pois segundo ele a transição do regime será totalmente custeada pelo governo, onerando violentamente os cofres públicos. De acordo com Bruno “ele (o governo) não quer reformar o sistema público, ele precisa destruir o sistema público para que o sistema privado possa avançar sobre as aposentadorias dos trabalhadores”.

O economista também reafirmou o impacto da Reforma nos municípios de economia pouco produtiva, diminuindo a arrecadação e a circulação de renda e resultando em mais miséria, sem gerar empregos ou aumentar a produção. Além disso e do ponto mais cruel – a capitalização, que entrega aos bancos a gestão da previdência – Bruno chamou a atenção para a desconstitucionalização, que servirá para desvincular a previdência da Constituição, fazendo com que qualquer mudança seja facilmente aprovada pelas legislações, sem o devido debate com a população.

Marcela Azevedo, que também participou do Encontro de Mulheres, trouxe questões pertinentes relacionadas à desigualdade de gênero. Para Marcela, a Reforma é ainda mais cruel para as mulheres, pois elas estão sujeitas à jornadas mais exaustivas e mesmo quando empregadas ocupam os piores postos de trabalho.

Após as apresentações dos palestrantes e alguns encaminhamentos, os delegados aprovaram a adesão à GREVE GERAL do dia 14 de junho contra a aprovação da Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro.

 

“Quando tudo for privado, seremos privados de tudo”

A luta contra a privatização deve mesmo ser o principal eixo da Campanha Salarial. A segunda mesa que tratou do tema reafirmou que a privatização representa o projeto do atual governo que quer vender os direitos do povo brasileiro.

O secretário geral da FENTECT, José Rivaldo alertou os participantes sobre a importância das mobilizações nos estados, independente do que dizem dirigentes da empresa e membros do governo. Para Rivaldo, a divergência entre os atores do governo tem confundido o trabalhadores que ainda não perceberam a fragilidade da defesa do atual presidente da ECT, apenas um subordinado que pode ser substituído a qualquer momento. Além disso, a privatização é uma decisão do governo e só será derrotada com a organização da categoria e luta nas ruas, junto com a população.

A compreensão da privatização - da previdência, das empresas estatais e de um projeto de país - unificou os delegados que votaram de forma unânime pela adesão à greve geral. O debate seguiu para o plenário, que retomou alguns pontos discutidos ao longo do dia e os trabalhadores puderam apresentar questões regionais específicas, principalmente sobre o recente anúncio de fechamento de 161 agências dos Correios em todo o país.

O 35º Conrep continua neste sábado (08), quando serão discutidos o calendário de lutas e a pauta de reivindicações.


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